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	<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 00:47:13 +0000</pubDate>
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		<title>As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 19:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PiresF</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Isabel Mendes Ferreira]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[» PORTUGAL]]></category>

		<category><![CDATA[»» POESIA]]></category>

		<category><![CDATA[»»» LUSÓFONOS]]></category>

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É minha firme opinião, que a Isabel Mendes Ferreira, para além de uma excelente artista plástica - representada em várias colecções particulares, na Europa e nas américas, é a nossa melhor Poeta contemporânea. Já o disse, redisse, escrevi e rescrevi, que “ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://cultarte.com/bloguesomimage/Imagens/Mendes-Ferreira_lagrima.jpg" alt="Isabel Mendes Ferreira - As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar" width="470" height="253" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">É minha firme opinião, que a Isabel Mendes Ferreira, para além de uma excelente artista plástica - representada em várias colecções particulares, na Europa e nas américas, é a nossa melhor Poeta contemporânea. Já o disse, redisse, escrevi e rescrevi, que “ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventado palavras de diferentes paladares por detrás dos fiapos da memória e da respiração das manhãs”, e continuarei a dizer e a escrever o mesmo, enquanto não aparecer no actual panorama literário português, alguém que altere esta convicção, formada desde o dia em que a descobri e de que não esqueço a forte impressão que senti ao lê-la: uma pedrada na “modorra” instalada.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ninguém actualmente escreve como a Isabel Mendes Ferreira: nem com a profundidade nem com o estilo, nem com a qualidade que lhe advém do domínio absoluto da escrita e de um jogo de palavras soberbo. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Como se pode ler no posfácio, “O sentido ambíguo da sua escrita, converte-se no que o excede e onde ser o mesmo é ser outro de si (é outrar-se, como diz Fernando Pessoa), o que apela à desconstrução do discurso tradicional”.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Para mim, é pois, extremamente gratificante falar do novo livro de uma escritora e poeta, despojada de falsas crenças da unidade da consciência identitativa, de uma escritora que transporta os verbos que ainda não estão corroídos, pervertidos, subvertidos, gastos, e que com ela voltam fantásticos, imortais, castos e vestidos de denso sentir.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Este, o seu décimo terceiro, é um livro que me fascina, aprecio-lhe o cheiro das areias do deserto e a cor do cair da noite quantas vezes ruborizada de pudor e aureolada de luminosidade divina, um livro para ler e reler, uma instância de retemperação. Um livro com chancela da Arcádia, onde voltaremos amiúde e que está a partir de hoje à venda em todas as livrarias Babel.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">&#8220;As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar&#8221;, integra uma novíssima colecção de poesia, iniciada por David Mourão Ferreira e onde é o terceiro título.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Por: José Pires F</span></span></span></p>
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		<title>À Partida&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 12:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PortoCroft</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Desporto]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://cultarte.com/bloguesomimage/Imagens/Forca-Portugal.jpg" width="279" height="80"/></div>
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		<title>O engate</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 19:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Amaral Mendes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[é uma ameaça encontrar-te à esquina das ruas
rente aos grandes cinemas do mar
como se fosses o espelho côncavo de feira
onde posso mergulhar e renegar-me
sim
se olhares o céu lúgubre deste fim de século
se fizeres um movimento de farol com o cigarro
eu - que vou a passar - tudo verei
mas nada será meu
porque não se pode falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>é uma ameaça encontrar-te à esquina das ruas<br />
rente aos grandes cinemas do mar<br />
como se fosses o espelho côncavo de feira<br />
onde posso mergulhar e renegar-me</p>
<p>sim<br />
se olhares o céu lúgubre deste fim de século<br />
se fizeres um movimento de farol com o cigarro<br />
eu - que vou a passar - tudo verei<br />
mas nada será meu<br />
porque não se pode falar com o espectro mudo<br />
do engate - nem o desejo se levantará<br />
para seduzir o corpo daquele que se ausentou</p>
<p>mesmo assim conheço<br />
todas as esquinas da imunda cidade que amo<br />
mesmo assim sofro de insónias - imito o noitibó<br />
o bêbado louco<br />
gesticulo como aquele que já não sou e<br />
outro não serei</p>
<p>mantenho-me de pé e fumo<br />
dentro deste túmulo de incertezas onde<br />
nos encostámos de mãos enlaçadas à espera<br />
que uma qualquer cesura nos agonie e sejamos<br />
obrigados a vender o corpo já usado<br />
aos insuspeitos violadores de poemas</p>
<p>Al Berto</p>
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